quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Após Temer se comprometer com refugiados na ONU, 30 estrangeiros são isolados em aeroporto

 Mais de 30 estrangeiros de diversas nacionalidades como libaneses, senegaleses, guineenses e nigerianos estão na área de desembarque do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, sem poder entrar no Brasil. Solicitantes de refúgio, eles saíram do País com autorização de retorno e foram surpreendidos por nova normativa quando regressaram. Agora estão isolados de qualquer conhecido, numa zona obscura do aeroporto e da lei.
A nova portaria foi baixada pelo Ministério da Justiça, por meio da Polícia Federal, dois dias depois de o presidente Michel Temer dizer em reunião da ONU que estuda facilitar a inclusão de refugiados no País. A Nota Informativa 09/2016 da Divisão de Polícia de Imigração, emitida dia 21 de setembro, fala sobre a necessidade de estrangeiros portadores de protocolo de solicitação de refúgio requererem visto para retornar ao País.
Isso quer dizer que os solicitantes de refúgio terão trâmites a mais do que pessoas que viajam ao País como turistas por exemplo, mesmo muitas vezes sendo originários de países em situação de conflito, onde é ainda mais difícil ter acesso à burocracia.
Três estrangeiros que conversaram com o R7 afirmam que viajaram antes da emissão da portaria, por motivos diversos, e que não foram  informados sobre a necessidade do visto quando desembarcassem novamente. A autorização de saída concedida pela Polícia Federal seria válida por 90 dias.
Isolado no aeroporto há cinco dias, Abulai Camara, de 41 anos, conta que saiu do Brasil há três meses para acompanhar o enterro do pai na Guiné Bissau. Retornou na última semana com a certeza de reencontrar a namorada, grávida de oito meses.
— Saí do Brasil com o protocolo e agora volto e o governo diz que não vale mais. Fui com a consciência tranquila.  Se tivessem dito que precisaria de visto para voltar, nem teria saído.
Situação semelhante vive o nigeriano Michel, de 24 anos. Foragido de perseguição do grupo extremista Boko Haram, ele vive no Brasil há dois anos, onde construiu carreira e família. Ele trabalha como técnico de manutenção de ar condicionado em São Paulo e organizou a viagem à Nigéria, por poucos dias, para buscar seus documentos para se casar no Brasil. A namorada de Michel está grávida de três meses.
— Peguei meus documentos, como pediram, e comprei a aliança. Quando cheguei aqui, disseram que iam me deportar. Essa situação é muito difícil para mim, quero ficar. Minha namorada precisa de mim, não posso abandonar ela aqui sozinha com a minha filha na barriga. Ela me liga e chora todos os dias.
O grupo reclama da pequena quantidade de comida oferecidaCedida por Michael
Abandono
Além do isolamento, os estrangeiros contam que foram instalados de maneira absolutamente precária no maior aeroporto do País. O grupo enfrenta, há dias, noites geladas dormindo no chão — alguns com cobertores oferecidos pelas companhias aéreas, outros nem isso. A comida é pouca e gelada, como relata Abulai.
— Estamos deitando no piso mesmo. Nos dão comida três vezes por dia, mas é muito pouco. De manhã, vem um pão francês com azeite queimado. Na hora do almoço, berinjela com batata. E só.
Com os objetos pessoais nas malas, longe da sala, o banho fica inviável. O grupo relata que não teve acesso nem mesmo a produtos de higiene pessoal. Segundo o senegalês Birani Meayue, de 34 anos, alguns deles já começam a perder peso.
— Só dão salada com batata todos os dias, o frango não presta. Todo mundo aqui está emagrecendo muito. Nós não merecemos isso na vida. Todo mundo aqui é trabalhador e responsável.
Meayue mora no Brasil há sete anos e conta que viajou no dia 4 de maio para visitar a família no Senegal. Ele trabalha em um frigorífico em Santa Catarina, onde mora de aluguel e vive cercado de dezenas de amigos. Agora, preso em Cumbica, perdeu o direito até mesmo de defesa.
A advogada Patrícia Vega, que tem três clientes entre o grupo, conta que não lhe informaram nem onde fica a sala. Ela foi impedida pela Polícia Federal de encontrar seus clientes e está inconformada com a decisão do governo.
— Essa normativa pegou todo mundo de calça curta. Ainda mais depois que o presidente disse que o Brasil está de braços abertos para os refugiados. Não dá para dizer que eles podem sair com o protocolo e na hora que voltam a regra mudou. Essas pessoas têm trabalho e família aqui. Não pude acessá-los nem para pegar os documentos e entrar com mandado de segurança.
Greve de fome
De acordo com Abulai, agentes da Polícia Federal estiveram, na tarde desta terça-feira (27), na sala onde estão retidos e chegaram a intimidá-los.
— Estão dizendo que, se a gente não voltar, vamos ficar nessa situação péssima, por dois, três anos. Estão intimidando a gente. Só que já decidimos: se não reverem nossa situação, vamos entrar em greve de fome, amanhã a partir do meio dia.
Governo
Procurado pelo R7, o Ministério da Justiça afirmou, na noite desta terça-feira (27), que o Conare [Comitê Nacional para os Refugiados] estava "tomando as providências para solução imediata do problema".
Lumi Zúnica, da TV Record, e Érica Saboya, do R7
R7

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Luta por direitos dos imigrantes é tema de exposição em São Paulo

“Estamos na cidade, mas ninguém nos enxerga”, diz a boliviana Jobana Moya, que tem sua história contada na mostra “Direitos migrantes: nenhum a menos”, no Museu da Imigração
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Vista da exposição. Foto: Divulgação
Era o ano de 1991. Verônica chegava a São Paulo com sete anos. Acompanhava sua família, que vinha da Bolívia, para encontrar o pai já estabelecido na capital. Preocupada com a educação dos filhos, a mãe de Verônica procurava uma escola que aceitasse recebê-los, já que ainda estavam irregulares no País. A estadual Prudente de Moraes permitiu matriculá-los. Dois anos se passaram e a Secretaria de Educação estabeleceu algumas mudanças na matrícula dos alunos. Um dos requisitos era que os estudantes fossem cadastrados com o R.G. Em outubro de 1994, o diretor convocou Verônica e outras crianças, que foram obrigadas a deixar a escola por não terem documentos. “Na época, eu tinha 11 anos” – conta Verônica Yujira – “fiquei muito triste e percebi a importância que tinha um documento, e o quanto não tê-lo podia me tirar”. Yujira se formou em Odontologia e idealizou o projeto Si Yo Puedo, que promove cursos voltados para a comunidade boliviana. A história de Yujira, dentre tantas outras que se relacionam com a imigração contemporânea, pode ser conferida na exposição Direitos migrantes: nenhum a menos, em cartaz no Museu da Imigração, em São Paulo.
A mostra apresenta dois projetos de história oral desenvolvidos pelo museu: Conselheiros extraordinários imigrantes nos conselhos participativos municipais; e Mulheres em movimento: migração e mobilização feminina no Estado de São Paulo. No primeiro, estão entrevistas com imigrantes que, a partir de 2014, foram eleitos para os conselhos municipais. São congoleses, bolivianos, malineses, que puderam participar pela primeira vez da política brasileira, já que no Brasil só podem votar os estrangeiros que estejam regularizados no País há mais de 15 anos. Já o outro projeto aborda o movimento de mulheres que, nos últimos anos, se fortaleceu dentro da comunidade imigrante, formando em 2014 a primeira frente de mulheres que participou da Marcha dos Imigrantes.
Segundo a curadora da mostra e integrante do núcleo de pesquisa do museu, Tatiana Waldman, a exposição propõe uma conexão entre o passado e o presente. “O grande papel do museu é promover um diálogo entre essas experiências históricas e contemporâneas. O ato de imigrar tem muitos pontos em comum, independentemente dele ter sido no final do século XIX ou no início do XXI”, afirma. Localizado no bairro tradicional do Brás, o museu ocupa a antiga hospedaria de imigrantes que recebeu mais de 2,5 milhões de pessoas que chegaram ao Brasil, desde 1887. Essas memórias de uma geração que veio para o País há dois séculos se conectam agora com uma nova história, de imigrantes que lutam por seus direitos, em um momento no qual a xenofobia e o fechamento de fronteiras ganha cada vez mais força.
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Vista da exposição. Foto: Divulgação
O “outro”
Na primeira sala da mostra, o público entra em um espaço pequeno e escuro. Nas paredes desse ambiente claustrofóbico há frases como: “E se você estivesse em um país onde você não pode escolher seu representante político?” ou “Você não tem acesso a serviços de educação”. Waldman ressalta que a intenção desta sala é remeter às fronteiras legais que impedem o acesso dos imigrantes a seus direitos: “O Estatuto do Estrangeiro é uma legislação que nasceu em 1980, no período de ditadura militar no Brasil, e ainda é uma herança que a gente carrega desse passado. Essa permanência reforça uma visão do migrante como um estrangeiro, uma ameaça, o ‘outro’. E é justamente esse estigma que tentamos quebrar, fazendo com que as pessoas reflitam sobre quem constrói essa fronteira entre nós e os outros”.  A curadora ainda enfatiza que atualmente no Brasil vivem cerca de 1 milhão e meio de imigrantes. Já o número de brasileiros que moram fora do País é de aproximadamente 3 milhões e meio.  Há, portanto, um grande número de brasileiros que são imigrantes, o que também questiona a separação entre “nós” e os “outros”.
Em contraponto à primeira sala, a exposição apresenta outro espaço no qual estão localizados os depoimentos dos projetos de história oral, além de fotos e vídeos que retratam as manifestações políticas e culturais como a Marcha dos Imigrantes, que acontece todo dezembro em São Paulo, e a Festa de Alasitas, celebração típica da Bolívia. Alguns dos vídeos exibidos foram feitos pelo Visto Permanente, coletivo que produz audiovisual sobre artistas imigrantes em São Paulo. Segundo Cristina De Branco, integrante do coletivo: “As mídias hegemônicas brasileiras retratam o imigrante como um estranho, um exógeno, alguém que vem deturpar a nacionalidade, ameaçando uma pureza natural que sabemos não existir. A imigração é pautada de uma maneira negativa e até violenta. Os bolivianos, por exemplo, são sempre associados ao trabalho escravo. Os haitianos são aqueles que chegam em massa invadindo o país. O imigrante é visto assim como um problema. Diante disso, criamos um canal midiático que propõe uma representação alternativa a essa imagem negativa veiculada pela imprensa”, afirma. O vídeo mais acessado do coletivo, que apresenta o grupo de rap boliviano Santa Mala, pode ser assistido na exposição.
Na segunda sala também há um destaque especial para a militância das mulheres imigrantes. Segundo Jobana Moya, boliviana que vive no Brasil desde 2007 e participou do projeto de história oral, “as mulheres em geral já estão numa situação de vulnerabilidade, mas as que são imigrantes enfrentam ainda mais dificuldades. Por exemplo, caso uma brasileira sofra qualquer tipo de violência doméstica, ela pode denunciar na delegacia da mulher. Mas se você é imigrante e não está regularizada, você não vai denunciar, pois é provável que a polícia se atenha mais com a sua situação imigratória do que com o que de fato ocorreu”. Por isso, Moya, enfatiza a importância de que as mulheres imigrantes se mobilizem e conquistem seu espaço: “Em muitos eventos feministas que vamos com o coletivo, as pessoas falam: ‘Pelas mulheres negras, deficientes.. e todas as demais especificidades’. Porém, eu juro, nunca escutei ninguém falar das mulheres imigrantes e refugiadas. Estamos na cidade, mas ninguém nos enxerga”, afirma a ativista que participa do coletivo Equipe de Base Warmis.
É justamente esse esforço de dar visibilidade a grupos marginalizados que marca a exposição.  Segundo Cristina De Branco, do Visto Permanente: “Continuamos dando muito destaque para as mesmas comunidades históricas, como a japonesa, a italiana, alemã, que na sua grande maioria vieram num processo de branqueamento do Brasil. Mas ainda somos resistentes a comentar sobre esses imigrantes que vieram para cá nos últimos anos e que são, em sua maioria, de fenótipo indígena e negro. O grande desafio realmente é falar sobre essas novas imigrações assumindo um discurso antirracista e antixenófobo”.
Para a curadora da mostra, um dos principais objetivos é enfatizar que a imigração é um direito humano e que “todas as pessoas estão sujeitas em algum momento da vida a querer ou precisar migrar”. A luta pela garantia desses direitos é o que está em pauta hoje e aparece nos depoimentos da exposição. Segundo Verônica Yujira, que desde cedo aprendeu o quanto a legislação brasileira pode ser elitista: “Hoje a gente vive uma disputa ideológica. A disputa que existe não só no Brasil, como no mundo, é que tipo de sociedade queremos construir: uma que seja inclusiva, com respeito à diversidade, ou outra que seja excludente. Não existe universalidade pela metade”, afirma.
Serviço – Direitos migrantes: nenhum a menosAté 18 de dezembro
Museu da Imigração do Estado de São Paulo
Rua Visconde de Parnaíba, nº 1316 – Mooca –São Paulo
Informações: (11) 2692-1866 
www.museudaimigracao.org.br

Arte Brasileiros

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Documental sobre el drama de la migración, la apuesta Italiana al Óscar


Documental sobre el drama de la migración, la apuesta Italiana al Óscar
Gianfranco Rosi es el director italiano de 'Fuocoammare' documental ganador de un trofeo Oso de Oro en la entrega de los premios de la Berlinale 66º en Berlín.
Elpais.com.co / AFP
El documental 'Fuocoammare' del italiano Gianfranco Rosi sobre el drama de los migrantes que arriesgan la vida cruzando el Mediterráneo para llegar a Europa fue elegido este lunes como representante de Italia para los premios Óscar estadounidense, indicó la Asociación Nacional de la Industria Cinematográfica Anica.
El documental, que ganó en febrero el Oso de Oro a la mejor película del Festival de Berlín, narra cómo los habitantes de Lampedusa, el punto más meridional de Italia, se han transformado desde que la isla se convirtió en un lugar masivo de desembarco de inmigrantes ilegales procedentes de tierras africanas.
El realizador, ganador del León de Oro en Venecia en 2013 con 'Sacro GRA', sin ayuda de voces en off ni comentarios, cuenta la vida cotidiana de un niño, del médico, así como de los indocumentados que llegan en barcazas arriesgando y en algunos casos perdiendo su vida.
El fenómeno, que genera un fuerte debate en Europa, dividida entre acoger o expulsar a los miles de migrantes que llegan a diario, es una especie de homenaje a una comunidad perdida que desde el confín de Europa y con dignidad encara esa tragedia.
"Estamos muy satisfechos por esa decisión, 'Fuocoammare' es el filme que enfrenta crudamente y a la vez con poesía un tema universal, que no afecta sólo a Italia y a Lampedusa, sino también a todo el mundo", comentó el ministro de Cultura italiano Dario Franceschini. 
En una carta abierta publicada en febrero, el documentalista pidió que se conceda el Nobel a los habitantes de la islas Lampedusa, en Italia y Lesbos, en Grecia, en pleno Mediterráneo, que reciben y alojan desde hace años a miles de indocumentados que arriesgan la propia vida para huir de los conflictos y el hambre.
El pedido del cineasta fue apoyado por numerosos cineastas y artistas, entre ellos el premio Nobel de la Literatura, el italiano Dario Fo.
La estatuilla del Oso de Oro fue donada por Rosi a los habitantes de la isla y entregada a Lampedusa al doctor Pietro Bartolo, médico que ha salvado a tantos inmigrantes, y uno de los protagonistas de la película.
Según datos de la Organización Internacional para las Migraciones OIM, divulgados el pasado 23 de septiembre, unos 300.450 migrantes y refugiados han entrado por vía marítima en Europa, sobre todo Grecia e Italia. 
En lo que va del año 2016, unas 165.409 personas han entrado en Grecia y 130.561 en Italia, mientras las cifras de muertes suman 3.501, según la misma IOM.
El pais.com.co
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Número recorde de estrangeiros vivendo no Japão

O número de residentes estrangeiros no Japão atingiu uma alta recorde de mais de 2 milhões.
Segundo o Departamento de Imigração do Ministério da Justiça, 2,037,388 estrangeiros estavam residindo no Japão desde o final de junho deste ano, representando um aumento de 74,199 ou 3.4%, em comparação à pesquisa conduzida em dezembro passado.
O número de estrangeiros aumentou em Tóquio e em todas as outras 46 províncias no país, sendo o maior desde 1959, quando tais estatísticas começaram a ser realizadas.
Por nacionalidade, a China ficou no topo da lista de residentes estrangeiros (677,571), seguida pela Coreia do Sul (456,917) e Filipinas (237,103).
Mas o número de brasileiros também está aumentando no Japão. Entre janeiro e julho de 2016 entraram no país 41.016 brasileiros contra 33.188 que deixaram o arquipélago. O saldo é de7,8 mil brasileiros a mais residindo no Japão. (veja mais detalhes aqui).
O número de vietnamitas teve um aumento de 175,744, alta de 20% em relação aos 6 meses anteriores. O número também é 5 vezes maior em relação a uma pesquisa conduzida em 2007.
Mais de 20% dos residentes estrangeiros vivem em Tóquio.
Portal Mie
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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Tarde Cultural dos Migrantes Serviço Pastoral do Migrante e Missão Paz

Tarde cultural do Serviço Pastoral do Migrante e Missão Paz foi realizada neste domingo 25 de setembro no auditório da Igreja Nossa Senhora da Paz- Missão Paz . Numa tarde fria no tempo mais com muito calor humano no auditório onde as culturas de diversos lugares se conjugam mostrando arte, musica , balé, causo, poesias e comidas típicas dos países, neste evento participaram Grupo Alma Guarani e Dr. Carlos ambos representando a cultura paraguaia, Caca Lopes poeta popular cantor e compositor,Grupo de Balé da Paróquia Santa Terezinha da Brasilandia, Costa Sena artista popular, cordelista, Padre Julio Gotardo, musico ,sanfoneiro, cantor que atua na pastoral carcerária que deleitaram a grande platéia.    

Neste clima a  identidade de um povo está na sua cultura. Podemos entender como tudo aquilo que é construído pelo ser humano. Inclui  símbolos, ritos, todas as crenças, todo o conjunto de conhecimentos e todo o comportamento . Portanto, conhecer e valorizar a nossa cultura são auto-afirmações do que somos. Do contrário, poderemos ser conduzidos por qualquer maré que chega. Por exemplo, ser conduzidos pelo fenômeno da globalização que busca homogeneizar as culturas locais a fim de controlar as nações do mundo com as doutrinas capitalistas. 

Diante dessa premissa, é certo valorizar a cultura popular, haja vista que ela e tão importante quanto à literatura, a arte plástica, a arquitetônica etc. Foi através da cultura popular que pesquisas antropológicas e sociológicas chegaram a diversas características de nossos antepassados.
Uma das estratégias do capitalismo é apresentar lixos culturais através dos meios de comunicação de massa e outros meios. Chega até nós através da música, das propagandas comerciam auditivas e visuais, através da internet, principalmente através da TV, responsável por criar modismos incoerentes à vida de sofrimento do povo; criar deuses falsos a fim de ludibriar através da estética. Também, difundindo o estrangeirismo da língua e outros costumes.

A cultura de massa não pergunta se o povo quer, ela impõe. Por isso, não poderia de parabenizar ao Serviço Pastoral do Migrante pela tarde cultural cheia de riqueza onde as culturas marcam presença onde os sotaques se misturam. E onde os  protagonistas da diversidade cultural expressam a mensagem





Miguel Ahumada

La dura realidad de la migración haitiana en Chile

Durante este 2016, más de 10 mil haitianos llegaron al país. Principalmente, se asentaron en Quilicura, comuna que ha debido implementar un programa social para su integración. Sin embargo, el desafío que impone su arribo es evidente: la modificación de la legislación nacional y la erradicación del racismo.
0Haití posee más de ocho millones de habitantes. Es el país más pobre de América, la mitad de su población vive sin acceso al agua potable, la cesantía supera el 80 por ciento, tiene una de las mayores tasas mundiales de contagiados con VIH-Sida. Ha sido invadido por el cólera, la violencia armada, la inseguridad y desprotección de los civiles. Últimamente sus mujeres son víctimas de casos de abusos sexuales cometidos por los “cascos azules” de la ONU.
Así es la nación de donde provienen las casi 200 personas que llegan a Chile diariamente. De las 300 que arribaban en 2008, la cifra creció a cerca de 10 mil haitianos en lo que va del presente año, según datos del Departamento de Extranjería.
Quilicura es la comuna preferida para residir por los migrantes, debido principalmente a los bajos costos en arriendo de habitaciones.
Su alcalde, Juan Carrasco Contreras, relata la serie de acciones tendientes a consolidar una política local de migración, con el fin de evitar el incentivo a la exclusión, la vulneración y discriminación social e institucional: “Contamos desde hace 6 o 7 años con un servicio municipal de migración. Para poder llegar a salud y a educación, tenemos mediadores en consultorios y en algunos colegios donde hay la mayor cantidad de niños haitianos. Somos reconocidos por ACNUR por ser una comuna solidaria. Además, tenemos el reconocimiento del Ministerio del Interior como Sello Migrante, que valida las prácticas que tenemos en relación a la integración”, detalló.
Wilder Darseling de 34 años, migrante haitiano que trabaja en la construcción, relata los conflictos que afectan a su comunidad en nuestro país. Especialmente, la discriminación por color de piel y la barrera idiomática que impide el acceso a las consultas en salud, educación y trabajo. “Por el color, por dónde venimos, por donde somos, por no hablar el idioma, hemos recibido mucha discriminación principalmente en las escuelas. Hay niños que sufren bullying diariamente en el colegio, porque los negros no somos diablos, seremos pobres, pero no somos diablos, no somos malos. En mi caso, donde vivo hay una señora que es racista, recibo palabras al aire, gestos, pero eso ya no molesta, porque estoy acostumbrado”, indicó.
El profesor adjunto del Instituto de Asuntos Públicos de la Universidad de Chile, Rolando Poblete Melis, comentó que la comunidad haitiana en Chile corresponde sólo al 0,8 por ciento del total de las migraciones que se han producido en el último tiempo.
En este sentido, el académico manifestó que Chile tiene una legislación migratoria que no está actualizada. “La normativa es del año 75, hecha en dictadura, en el marco de la doctrina de la seguridad nacional y, por tanto, es restrictiva al ingreso de extranjeros. Más bien lo que hace es instalar la sospecha al extranjero, desde ahí una serie de trabas administrativas para dificultar la llegada de personas de otra nacionalidad al país. No dialoga con las conversiones de Derechos Humanos que Chile ha ratificado”, puntualizó.
Por otro lado, el profesor adjunto del Instituto de Asuntos Públicos de la Universidad de Chile, Rolando Poblete, agregó que llegará un punto que la población chilena envejecerá tanto que necesitará de más extranjeros.
Mientras, seguimos a la espera de una política migratoria actualizada, que oriente el desarrollo de políticas públicas con enfoque en Derechos Humanos en los distintos ámbitos del bienestar, las experiencias cotidianas en los gobiernos locales van varios pasos por delante y son parte activa en la solución de los desafíos que plantea la migración.

 DiarioUChile

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sábado, 24 de setembro de 2016

Campaña busca que niños y adolescentes migrantes no sean excluidos del sistema educativo

El Servicio Jesuita a Migrantes (SJM) lanzó una campaña a través del hashtag #NoMasRut100 que busca que los niños, niñas y adolescentes migrantes con rut provisorio no sean excluidos del sistema educativo chileno.
Por esta razón, publicaron una petición en la plataformaChange.org, que acompaña a una campaña de difusión, sensibilización e incidencia en el que denunciamos la exclusión a la que están expuestos los migrantes en Chile que no cuentan con rut definitivo.
En conversación con Expreso Bío Bío, Miguel Yaksic, sacerdote director nacional del Servicio Jesuita a Migrantes (SJM), indicó que el país no está preparado para recibir migrantes desde el punto de vista de las políticas públicas, el rut 100 millones y también por la mentalidad de los chilenos.
“No es un secreto que nos cuesta la diversidad, la diferencia, otro color (…) hay mitos muy corrientes como que el extranjero nos va a quitar el trabajo. Para que un mercado laboral se vea afectado por fuerza laboral extranjera debería ser del 10% y en Chile la migración es de 2,7%. Nunca la migración amenazará el trabajo chileno”, señaló.
Asimismo, explicó que están formando guettos de inmigrantes en Chile porque no existe una política pública de habitabilidad para extranjeros.
“Si bien hemos avanzado mucho, todavía hay ciertos ámbitos que nos preocupan porque hay una brecha entre lo que Chile ha propuesto en materia de entradas internacionales y lo que ocurre realmente”, precisó.
Respecto al Rut 100 millones, señaló que en el caso de los menores de edad migrantes se sujeta su derecho al no tener un rut definitivo.
“No pueden acceder a los beneficios de apoyo escolar, útiles y becas de la Junaeb; no pueden recibir un computador, no pueden ser derivados a la Cosam en caso que requieran apoyo terapéutico. No pueden obtener certificado de estudios por el Mineduc, su trayectoria escolar no es reconocida, no pueden inscribirse para dar la PSU, no cuentan con notas NEM ni ranking de notas”, precisó.
Radio Bio Bio
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Imigração não prejudica salários ou postos de trabalho de nativos, diz estudo

Pesquisadora Francine D. Blau
Um estudo realizado pela National Academies of Sciences, Engineering e and Medicine a partir de dados recolhidos ao longo dos últimos 20 anos concluiu que a imigração tem efeitos positivos na economia a longo prazo. Cerca de 40 milhões de pessoas que vivem nos EUA nasceram em outros países.
É verdade, entretando, que a primeira geração de imigrantes tira mais dinheiro dos governos locais, estaduais e federal do que os cidadãos nativos, especialmente nos níveis municipais e estaduais, devido ao custo de educação para os filhos dos imigrantes. Mas o relatório descobriu que, quando adultos, os filhos de imigrantes passam a ser grandes contribuintes para a economia, ultrapassando como pagadores de impostos não só a geração anterior como também os nativos.
O relatório da academia de ciências não encontrou fatos que comprovem uma redução na taxa de empregos de nativos por causa de imigrantes. Os nativos trabalham menos horas, mas a taxa de desemprego não aumenta. A única taxa de desemprego que pode aumentar com a presença de novos imigrantes é a dos imigrantes que os precederam.
É a mesma coisa com os salários. Em dez ou mais anos, a imigração tem pequeno efeito sobre o salário dos nativos. Os que podem ser mais afetados negativamente são os imigrantes mais antigos, ou nativos sem diploma secundário (high school). Em algumas áreas de alta especialização, a imigração pode até mesmo incrementar os salários. O relatório diz que isso é uma prova de que os imigrantes com alta especialização podem ser “complementares aos nativos, especialmente os com alta especialização; com o transbordamento de capital humano através de interações entrs os trabalhadores; ou com a inovação trazida pelos imigrantes altamente especializados, aumentando a produtividade de todos os trabalhadores.”
“O estudo detalhado revelou muitos benefícios advindos da imigração – como crescimento econômico, inovação e empreendedorismo – com pouco ou nenhum efeito negativo sobre os salários ou níveis de emprego dos nativos a longo prazo,” escreveu Francine D. Blau, professora da Cornell University e chefe da equipe que realizou o estudo. “Nos lugares onde foi detectado um impacto negativo nos salários, nativos que abandonaram os estudos e imigrantes mais antigos são os mais prováveis afetados. O panorama fiscal é mais difuso, com efeitos negativos especialmente mais evidentes em níveis estaduais, onde há o custo para a educação dos filhos de imigrantes. Mas esses filhos de imigrantes, em média, tornam-se os mais positivos contribuintes fiscais entre a população.”

 Achei Usa

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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Madri: bispos europeus debaterão integração de refugiados

Os bispos que integram o Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) vão encontrar-se nos próximos dias 26 e 27 em Madri, Espanha, para abordar os desafios na integração dos refugiados.

Em comunicado enviado, o Secretário-Geral do CCEE, Padre Duarte da Cunha, explica que “os participantes vão falar sobre a integração de migrantes nos seus países e partilhar boas práticas ou as dificuldades que têm encontrado”.

“Enfrentar com sucesso o fenômeno migratório implica não só uma resposta no plano caritativo, para aqueles que chegam provenientes de países em guerra ou em completa instabilidade política e social, mas também muitos outros desafios”, destaca o sacerdote português.

Padre Duarte da Cunha recorda a importância da “assistência humanitária, do apoio à integração de quem chega a uma terra estrangeira”.

“Faz parte do DNA da Europa a abertura a outras culturas, rejeitando indiferenças e sincretismos, mas em diálogo, com a consciência de que temos muito para oferecer mas também muito a receber de quem chega”, aponta.

Os membros do CCEE “vão ficar a par das atuais políticas de integração que estão em curso na Europa e focar a sua atenção especialmente na dimensão pastoral, tanto na perspectiva dos que chegam como dos que acolhem”.

Entre os pontos que irão ser abordados, estão a necessidade de zelar pelo acesso dos migrantes “a trabalho e habitação, a uma “educação para os seus filhos” e a uma experiência religiosa, pessoal e comunitária, que esteja de acordo com “as crenças de cada um”.
O CCEE recorda ainda a importância de fazer a ponte entre “quem chega de novo” e as comunidades de migrantes que “já estão estabelecidas” em determinado país.

Neste encontro, promovido em parceria com a Comissão dos Episcopados Católicos da União Europeia (COMECE), também será debatido o tráfico humano e a situação dos imigrantes chineses na Europa.

Radio Vaticano
(BF/Ecclesia)

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Crise migratória: imprensa debate controle de fronteiras na Europa

A sete meses da eleição presidencial na França e diante do sucesso crescente de partidos anti-imigração no bloco europeu, o jornal Le Figaro faz nesta quinta-feira (22) um balanço da crise migratória na Europa, longe de ter solução.
O diário conservador publica quatro páginas de reportagens, sob a manchete "O grande retorno das fronteiras na Europa", e mostra que o assunto está em debate em vários países.
No Reino Unido, a primeira-ministra Theresa May evoca "o dever de gerenciar as fronteiras" para evitar a entrada de migrantes, sobretudo de outros países da União Europeia, escreve oFigaro. O tema é um dos pontos na pauta das negociações do Brexit entre Londres e Bruxelas.
Em outra matéria, o jornal informa que a Alemanha decidiu prolongar os controles na fronteira com a Áustria para além do mês de novembro, "para evitar o caos na região da Baviera".
Sarkozy elege imigração como tema de campanha
Jornal conservador, próximo das propostas da direita francesa, Le Figaro ainda dá destaque à visita do ex-presidente Nicolas Sarkozy à cidade de Calais (norte), nesta quarta-feira (21), onde cerca de 10 mil migrantes vivem em terrenos baldios aguardando uma oportunidade atravessar o canal da Mancha e chegar à Inglaterra. Sarkozy está em campanha para as primárias de seu partido, que acontecem em novembro. Em Calais, ele disse que "recusa ver a França submersa pelos imigrantes" e prometeu desmantelar o maior acampamento da cidade até o fim de 2017.
Em seu editorial, Le Figaro afirma que, diante da crise migratória, "é preciso que haja fronteira em algum lugar". "A livre circulação das pessoas na Europa passa por um controle eficaz das fronteiras externas do bloco", defende o diário.
Ao analisar o discurso de Sarkozy, o jornal econômico Les Echos destaca os trechos em que o ex-presidente defendeu o retorno do policiamento nas fronteiras francesas e a expulsão sumária de todos os migrantes que não tiverem apresentado seus pedidos de asilo aos órgãos competentes.
Les Echos lembra que Sarkozy tentou, mas também não conseguiu resolver o problema dos acampamentos selvagens de migrantes em Calais quando esteve no poder (2007-2012).

 RFI

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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

¿Cuál es el impacto de la migración en los adultos mayores de México y EE. UU.?

 Verónica Montes de Oca Zavala, profesora del Instituto de Investigaciones Sociales (IIS) de la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), miembro nivel II del Sistema Nacional de Investigadores (SNI) y autora del libro Redes transnacionales, migración y envejecimiento, ofreció recientemente la conferencia Migración y envejecimiento, en el marco del Seminario “Identidad, cultura y sociedad” organizado por la Unidad de Investigaciones sobre Representaciones Culturales y Sociales (UDIR).
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Montes de Oca ha analizado el impacto de la migración en la salud y en la calidad de vida de las personas adultas mayores en Estados Unidos y México, así como la repercusión de las condiciones laborales del migrante y de sus familiares en la vejez.
Durante su intervención, ella relató la metodología de su investigación, que implicó viajar desde Ocampo, Guanajuato, a Oak Cliff en Dallas, Texas, acompañando grupos de migrantes en autobuses.
Agencia Informativa Conacyt (AIC): ¿Cuáles fueron los planteamientos principales que se hicieron cuando se abordó la relación entre salud, migración y envejecimiento?
Verónica Montes de Oca Zavala (VMOZ): Esta investigación fue binacional en conjunto con las universidades de College Station en Texas y el Instituto de Investigaciones Sociales de la UNAM.
Realizamos trabajo de campo en algunas zonas de Guanajuato, Zacatecas, Texas, Illinois y California y consultamos diferentes fuentes de información, como la Encuesta Nacional sobre Salud y Envejecimiento de México (Enasem). Estos estados, junto con Michoacán y Jalisco, representan una zona de tradición en migración en donde las repercusiones de esta se pueden observar con más claridad.
Dra. Veronica Montes de Oca Zavala3.jpgDra. Verónica Montes de Oca Zavala.Nos encontramos que en Estados Unidos se presenta un proceso más acelerado de envejecimiento que en México, en donde actualmente hay 57 millones de personas de más de sesenta años, de las cuales 4.2 millones son latinos y 2.2 millones son mexicanos. Mientras que en México, la población con 60 años y más representa de 10 a 12 millones.
Además, hay un descenso más acelerado de la fecundidad en el país vecino, por lo que la población hispana representa un bono demográfico, dado que tienen mayor número de hijos y pueden revitalizar el futuro económico de esa nación.
Analizamos cómo se tejen redes trasnacionales de cuidado para los adultos mayores, en donde los parientes cercanos de los migrantes juegan un papel importante cuando los hijos se encuentran en el extranjero. Se crean estrategias para mantener la calidad de vida en la vejez, como la contratación de personas para su cuidado, el envío de remesas para el pago de casas de asistencia o para el cuidado de la salud en casa.
En contraparte, están los adultos mayores norteamericanos y canadienses que vienen a México y se establecen en pequeños poblados como Ajijic en Jalisco, Pátzcuaro en Michoacán o El Rosarito en Baja California, escogen estos lugares por su clima agradable y porque el costo de la vida es bajo en comparación con su país, por lo que pueden adquirir una casa cerca del mar y con toda clase de servicios. Además, los servicios de salud también les son accesibles tanto en México como en Estados Unidos.
AIC: ¿Cuál es la situación de los adultos mayores en México y en Estados Unidos?
VMOZ: Hay muchos casos diferentes, dependiendo de los recursos económicos y la posibilidad de acceso a la salud.
Se podría pensar que los adultos mayores son únicamente receptores de cuidados y quienes necesitan el apoyo familiar, pero la deportación y la migración ha formado las que se conocen como “familias dona” (en donde hace falta la generación de en medio), en donde los abuelos crían a los nietos y juegan un papel fundamental.
En no pocos casos los adultos mayores se convierten en cuidadores de sus hijos enfermos o de otros familiares. Cuando se encuentran en Estados Unidos se encargan de mantener el cuidado de la casa mientras los migrantes trabajan, es decir, son personas activas que representan un capital social.
AIC: Una vez que ustedes realizan un diagnóstico sobre este tema, ¿tendrían alguna propuesta al respecto?
VMOZ: Creo que es necesario promover políticas públicas que apoyen la reunificación familiar y es urgente parar las deportaciones que están fragmentando la vida de las personas. ¿Qué pasa cuando en Estados Unidos la mamá es deportada y los hijos se quedan con el papá? Se le pidió mucho al presidente (Barack) Obama que cesaran pero han ido en aumento.
En México, es necesario que el gobierno federal y de las entidades federativas realicen programas especiales para los migrantes que están regresando al país, los cuales son muy invisibles y a los que es necesario insertar de vuelta en la sociedad. Es gente muy valiosa. También hay que voltear a ver a la generación llamada “punto cinco”, niños o niñas hijos de migrantes que volvieron a México pero que nacieron en Estados Unidos.
Es necesario valorar a los migrantes no solamente como fuerza de trabajo, sino como capital social para ambos países, generadores de vínculos entre ambas sociedades y como seres humanos que llegan a envejecer.
Conacyt
Agencia Informativa
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