quarta-feira, 22 de março de 2017

UNICEF alerta para aumento dos riscos para crianças migrantes e refugiadas no mundo

Um ano depois do fechamento das fronteiras de países da região dos Balcãs e da declaração entre Turquia e União Europeia para interromper grandes fluxos migratórios, crianças refugidas e migrantes enfrentam riscos maiores de deportação, detenção, exploração e privação. O alerta foi feito na sexta-feira (17) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
Ayesh, de 12 anos, fugiu da província de Idlib, na Síria, para a Turquia, e deixou de frequentar a escola. Foto: UNICEF/Shehzad Noorani
Ayesh, de 12 anos, fugiu da província de Idlib, na Síria, para a Turquia, e deixou de frequentar a escola. Foto: UNICEF/Shehzad Noorani
Um ano depois do fechamento das fronteiras de países da região dos Balcãs e da declaração entre Turquia e União Europeia para interromper grandes fluxos migratórios, crianças refugidas e migrantes enfrentam riscos maiores de deportação, detenção, exploração e privação. O alerta foi feito na sexta-feira (17) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
Em 2017, cerca de 3 mil refugiados e migrantes, sendo um terço crianças, chegaram à Grécia, apesar da plena implementação da declaração UE-Turquia e do controle mais rígido das fronteiras. Muitos continuam migrando para Bulgária, Balcãs e Hungria.
Segundo o diretor regional da agência, Afshan Khan, “embora tenha ocorrido uma grande queda no número geral de crianças entrando na Europa desde março do ano passado, houve um aumento nas ameaças e nas dificuldades que elas devem suportar”.
Para ele, a questão virou um “círculo vicioso: crianças fogem de sofrimento e acabam fugindo de novo ou enfrentando detenção ou completa negligência”.
A equipe do UNICEF na Grécia registrou níveis profundos de angústia e frustração entre crianças e suas famílias. Apesar de melhorias recentes nas condições de vida, algumas crianças desacompanhadas e vivendo em abrigos sofrem com estresse, altos índices de ansiedade, agressão e violência.
A agência também cita comportamentos de alto risco como uso de drogas e prostituição.
Segundo o UNICEF, a guerra, a destruição, a morte de amigos e familiares e uma viagem perigosa, exacerbados por condições de vida ruins em campos na Grécia ou procedimentos de asilo longos, podem levar a problemas de estresse pós-traumático.
A agência da ONU, em parceria com o governo grego e ONGs, estão priorizando apoio adequado para crianças migrantes e refugiadas, para atender suas necessidades psicossociais e de saúde mental.

Plano de transferência de recursos

A União Europeia e o UNICEF lançaram na quinta-feira (16) um projeto de transferência de dinheiro em larga escala, avaliado em 34 milhões de euros, para aumentar o número de crianças refugiadas na Turquia que frequentam a escola.
Trata-se do Projeto de Transferência Monetária Condicional para Educação, que visa a alcançar cerca de 230 mil crianças no país.
A Turquia acolhe atualmente mais de 3 milhões de refugiados, dos quais quase metade são crianças. Desse contingente, meio milhão já está matriculado nas escolas. No entanto, estima-se que mais de 370 mil permaneçam fora do sistema educacional.
“A educação em situação de emergência é a prioridade máxima da UE. O nosso dever moral é salvar esta geração de crianças refugiadas e investir no futuro delas”, afirmou o comissário europeu para a ajuda humanitária e gestão de crises, Christos Stylianides.
“Graças à generosidade da UE e à liderança da Turquia, o UNICEF e nossos parceiros já estão ajudando milhares de crianças a ir a escolas e a aprender. O projeto vai nos ajudar a alcançar 230 mil crianças, um passo importante na prevenção de uma geração perdida”, acrescentou o diretor-executivo do UNICEF, Anthony Lake.
Até maio de 2017, transferências de recursos bimestrais serão feitas para famílias de refugiados vulneráveis ​​cujos filhos frequentam a escola regularmente.
O projeto também inclui um componente estratégico de proteção à criança, a fim de garantir a continuidade da matrícula escolar e o atendimento das crianças refugiadas mais vulneráveis, bem como seu encaminhamento a serviços complementares de proteção infantil, caso necessário.
O projeto será executado conjuntamente pelo governo da Turquia, UNICEF e pelo Crescente Vermelho turco.
Acnur

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Por trás dos dramas dos imigrantes pelo mundo, um negócio de US$ 400 bilhões

'Por Um Punhado de Dólares, Os Novos Emigrados' acompanha a vida de pessoas que, em busca de melhores condições de vida, deixaram seus países e passaram a enviar dinheiro para ajudar a família
Segundo dados do Banco Mundial, mais de 200 milhões de homens e mulheres deixaram seus países em busca de melhores oportunidades econômicas e condições de vida. Juntos, eles movimentam cerca de US$ 400 bilhões por ano em forma de remessas de dinheiro que enviam para ajudar as famílias que ficaram para trás. Este é o tema do documentário Por Um Punhado de Dólares, Os Novos Emigrados, de Leonardo Dourado, que estreou nesta quinta-feira (16) nos cinemas brasileiros.
O longa-metragem – filmado no Brasil, Alemanha, Japão, México, Estados Unidos e Gâmbia – aborda questões atuais, como imigrantes indocumentados que pagam impostos mas não têm direitos de cidadãos, a ampliação do muro que separa mexicanos e norte-americanos, as difíceis condições de trabalho em subempregos, a saudade da família, dos amigos, da terra natal, entre outros assuntos que envolvem a imigração.
Segundo o diretor, a ideia para a produção do filme nasceu em 2005, quando ele estava na Guatemala e leu uma notícia sobre o alto valor em dólares das remessas de cidadãos emigrados de vários países latino-americanos. Na época, alguns fatos chamaram sua atenção. "Altas taxas cobradas na intermediação desses valores, o fato de os bancos (mesmo os públicos) pouco se interessarem por esse serviço, visto que migrantes indocumentados geralmente eram caso de polícia e o crescimento de toda uma indústria de intermediação de empresas como Moneygram e Western Union. Um alto funcionário do Banco Interamericano de Desenvolvimento me disse que a intermediação de remessas foi o grande negócio praticamente desconhecido dos anos 1980 e 1990", aponta Leonardo Dourado.
O longa demorou 10 anos para ficar pronto e a situação desde então não mudou. "México e Brasil eram e são até hoje os campeões em remessas de dinheiro para casa. O Brasil recebe em torno de US$ 7 bilhões por ano. Atualmente, há 244 milhões de pessoas morando fora de seus países em busca de uma vida melhor. A estimativa do Banco Mundial e do Bird é que isso tenha gerado, em 2016, a bagatela de US$ 600 bilhões. Imaginei que junto com o fato econômico deveria haver o drama das famílias separadas e parti em busca de personagens para contar essas histórias", afirma o diretor.

"Nenhum ser humano é ilegal"

"Esta foi uma frase que vi pichada em muros na Califórnia e que resume bem o espírito do filme. Ninguém pode ser considerado ilegal por buscar um futuro melhor para os seus. São no máximo indocumentados e assim são tratados no filme. Até um profissional de finanças, Donald Terry, ex-diretor do Bird, declara em depoimento para o filme que é uma contradição que, em plena globalização haver livre trânsito de capitais, de tecnologia e não haver livre trânsito de pessoas. É uma mensagem contra a discriminação e xenofobia que infelizmente já afetam países da América Latina, como Argentina e o próprio Brasil", declara Leonardo Dourado.
As histórias retratadas no documentário revelam dois lados de uma mesma moeda: o dos trabalhadores que deixam seus países e de suas famílias que permanecem e recebem muitas vezes uma pequena, porém preciosa, ajuda financeira. Este é o caso do mexicano José Luis Vásquez, que foi com a mulher e os quatro filhos para os Estados Unidos e acabou vendo sua família separada. Com o sonho de dar uma vida melhor para os filhos e para o pai que ficou em Monterrey, José Luis se instalou em Houston, no Texas, apenas com visto de turista. Mesmo sem documentos, ele abriu uma academia de boxe, paga todos os impostos para o governo norte-americano, vive de maneira simples e envia cerca de US$ 700 para os dois filhos que voltaram para o México e para o pai. Devido à situação irregular da família, os dois filhos que ficaram nos Estados Unidos estão tentando, sem sucesso, ingressar em uma universidade.
Francine Lipman, professora da Universidade de Chapman, afirma que os imigrantes indocumentados nos Estados Unidos pagam impostos e estão sujeitos ao imposto de renda americano exatamente como os cidadãos americanos e os demais residentes legalizados. "Os contracheques deles já vêm com descontos. É assim que eles pagam", comenta. "Este é um país de imigrantes. Eles progridem porque suas famílias trabalham duro. Imigrantes indocumentados são apenas parte da nossa história de imigração. Nós precisamos acolher esta população e criar para eles um caminho de cidadania, um caminho pelo qual eles se tornem membros desta sociedade. E para criar os Estados Unidos do qual todos queremos ser parte, em um país que tem a Estátua da Liberdade dizendo 'Tragam para mim seus pobres, venham para este país!', nós estamos dando boas vindas porque queremos ser um país que acolhe as pessoas que buscam uma vida melhor. Não para usar os serviços sociais! Eles nem podem!", critica a professora.
REPRODUÇÃOFamília
A numerosa família depende do envio regular de parte do dinheiro que Ibrahim ganha na Alemanha
O coração e as despesas de Ibrahim Suware estão divididos entre dois continentes. Nascido na Gâmbia, na África Ocidental, Ibrahim deixou para trás uma numerosa família na capital, Bajnul, para tentar a vida na Alemanha. Em Berlim, ele conheceu Anett, com quem se casou e teve dois filhos. Para sustentar a nova família e cerca de 40 parentes na África, ele se mudou para Munique, onde arrumou um emprego como lavador de louças. O problema é que agora ele fica longe das duas famílias e deixou com Anett a responsabilidade de cuidar dos filhos sozinha. Apesar de admirar o esforço que o marido faz para ajudar seus parentes, ela afirma no filme que não tem sido fácil. Segundo o longa-metragem, assim como Ibrahim Suware, cerca de 30 milhões de africanos vivem fora de seu continente por motivos econômicos.
Aqui no Brasil, a família Takano sente saudades dos irmãos Seidi e Leonardo, que abandonaram os planos de fazer faculdade para ir para o Japão trabalhar como eletricistas. Os dois jovens tomaram esta decisão depois que o pai, dono de uma pequena oficina mecânica no interior de Goiás, sofreu um sério acidente e adquiriu muitas dívidas. Quando chegaram em Tóquio, eles começaram a trabalhar como lixadores em turnos nos quais ficavam em pé durante de 12 horas. "Apesar da precariedade das estatísticas no Brasil, estima-se que em torno de 4 milhões de brasileiros vivam fora ajudando a família que ficou", afirma o diretor.
Em todos os casos retratados no filme, o glamour de viajar e morar no exterior é inexistente, tanto em frente como atrás das câmeras, nas histórias que ficaram de fora. "O filme demorou 10 anos para ficar pronto, vários personagens desistiram, um africano na Alemanha foi ameaçado por skinheads e um mexicano foi assassinado em um de seus retornos ao povoado de La Luz. Mesmo sendo uma co-produção com a Alemanha, também houve muita dificuldade em se levantar o financiamento da produção pois várias empresas e bancos não queriam associar suas imagens a histórias de gente que não acreditava em seu país. Durante todo esse tempo, houve altos e baixos nas estatísticas, mas até hoje os números se mantém em crescimento", declara Leonardo Dourado.
Por um Punhado de Dólares, Os Novos Emigrados ganhou prêmios de desenvolvimento de roteiro do National Film Board, do Canadá, junto com o Ministério da Cultura e do governo do Estado do Rio de Janeiro. Em 2014, foi selecionado para a mostra competitiva do festival É Tudo Verdade e para o chileno SurDocs.

por Xandra Stefanel
Rede Brasil Atual 

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terça-feira, 21 de março de 2017

Ministério Público ajuíza ação para garantir direito de refugiados

O Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul, por meio do procurador regional dos Direitos do Cidadão, Fabiano de Moraes, ajuizou uma Ação Civil Pública para garantir que os estrangeiros refugiados que saíram do país temporariamente, não sejam impedidos de voltar ao Brasil. A ação foi ajuizada após senegaleses terem sido impedidos de reingressarem ao país, mesmo possuindo protocolo de permanência.
Além disso, a ação busca impor a União a obrigação de comunicar, por meio de órgãos competentes, às companhias aéreas que operam no país que o Brasil não exige visto de estrangeiros que possuem o protocolo de permanência.
Ainda segundo a representação, os referidos cidadãos senegaleses somente conseguiram embarcar do Senegal para o Brasil munidos de visto de turismo. Tal procedimento adotado pelo controle migratório brasileiro fere o item 2 da Mensagem Oficial Circular nº 047/2016/CGPI/DIREX que garante ao solicitante de refúgio a entrada no país mesmo que não possua o visto devido. Além disso, viola normas internacionais e nacionais de proteção aos direitos humanos e aos refugiados.
Ação Civil Pública n. 5013811-37.2017.404.7100

*Com informações do MPF/RS.

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21 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL CONTRA A DISCRIMINAÇÃO RACIAL

Hoje se comemora, no mundo todo, o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, um dia de luta, de conscientização, contra o racismo, o preconceito de cor, ascendência, origem étnica ou nacional.
O 21 de Março é dia de luta desde 1960 em memória aos mortos no “Massacre de Shaperville”, vítimas do Apartheid, em Joanesburgo, África do Sul. Naquele dia milhares se manifestavam contra a lei do passe que obrigava os negros andarem com identificações que limitavam seu acesso a locais urbanos.

Discriminação racial é...

“Discriminação Racial significa qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada na raça, cor, ascendência, origem étnica ou nacional com a finalidade ou o efeito de impedir ou dificultar o reconhecimento e exercício, em bases de igualdade, aos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou qualquer outra área da vida pública” (Artigo I da Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial).

Existe uma só raça, a raça humana

caminho raca humana
Existe somente uma espécie humana, e estes somos nós, brancos, pretos, vermelhos ou amarelos, indígenas, negros, europeus, asiáticos ou de que origem formos, todos humanos, e ponto. As ínfimas diferenças, de cor, de tipo de cabelo, de formato de olhos ou lábios, não correspondem a diferenças genéticas significativas, a ciência já o demonstrou.

O que é a luta contra a discriminação racial no Brasil

Nosso país só começou a se engajar nesta comemoração após a consagração da CF de 1988. E a luta está longe de ser concluída. O racismo existe aqui, é explícito no dia a dia, nas ações policiais, nas políticas públicas, apesar de todo os avanços.
Assim fica, a título de finalização, a fala de Juscelina Nascimento, da Fundação Cultural Palmares/MinC:
“Os negros ainda são estatísticas nos registros de mortes violentas. No Brasil, entre cada 10 casos de excessos policiais, 9 acontecem com negros. Também são os negros as únicas vítimas de equívocos policiais que resultam em constrangimento ou em morte; são eles os últimos a serem contratados e os primeiros a serem demitidos nas empresas; são os que percebem os menores salários - a despeito da igualdade de função exercida e da qualificação; são aqueles para quem sua cultura não pode ser convertida em benefício próprio; são as vítimas esquecidas de moléstias como glaucoma, falsemia, lúpus e albinismo; são aqueles a quem os professores desestimulam a ingressar na vida acadêmica, alegando a saturação do mercado; aqueles em quem se incutem a inviabilidade de cotas e outras políticas compensatórias - somos nós que vivemos a continuidade da discriminação racial vestida do manto sacrossanto da cordialidade, da gratidão eterna e da consciência dos nossos pares de reconhecerem a longínqua existência de um bisavô negro em sua árvore genealógica, que justificaria a ausência de discriminação racial no Brasil”.
Vamos pensar nisso e abraçar a raça humana com todas as suas cores e etnias, hoje e sempre.
GreenME
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segunda-feira, 20 de março de 2017

Imigrantes viram empresários para driblar o fechado mercado suíço

Se as empresas não me aceitam, eu crio a necessidade lançando o meu produto. Esse pensamento resume um perfil de pessoas que busca uma colocação profissional na Suíça: a de pessoas que emigraram.

Capacity Zurich auxilia estrangeiros que queiram começar um negócio ou estabelecer uma iniciativa cultural e social no país. 
Capacity Zurich auxilia estrangeiros que queiram começar um negócio ou estabelecer uma iniciativa cultural e social no país. 
(swissinfo.ch)
Com permissão para trabalhar e muitas vezes qualificados, ficam presos no bloqueio do fechado mercado suíço. Abrir o próprio negócio pode ser a única opção para muitos deles diante dos inúmeros obstáculos que impedem a inserção no mundo corporativo. O empreendedorismo, dessa forma, apesar de ser uma chance de inserção ao mesmo tempo muito instigante e promissora, pode se tornar uma alternativa mais arriscada, por ser tocada por estrangeiros em terras parcialmente desconhecidas.
Na última década foram criadas cerca de 400 mil empresas na Suíça (algumas estatísticasLink externo). Cerca de 70 por cento desses negócios pertencem a suíços e 30% a estrangeiros, oriundos de diferentes países. De acordo com estudoLink externo preparado pela Crif para o jornal suíço Tages-Anzeiger, publicada em outubro de 2016, a estatística sugere que os estrangeiros teriam um perfil mais arrojado do que o povo local, o que não é surpresa, já que imigração denota risco e coragem para enfrentar novidade.
Empreendedorismo de mãos dadas com imigração - A pesquisa realizada em 2013 pelo Serviço de Informações Econômicas da Consultoria Bisnode D&B diz que 40% das empresas e 75% das startups de alta tecnologia na Suíça são fundadas por pessoas de outros países, número ainda maior que o estudo da Crif. O estudo confirma que os estrangeiros mostram uma grande abertura para fundar suas próprias empresas.
Infelizmente não é exclusividade da Suíça o fato de os cidadãos de outras nacionalidades serem ignorados quanto ao reconhecimento da importância na geração de renda. Basta acompanhar a polêmica do presidente Donald Trump e demonstrações pela Europa sobre a contribuição dos imigrantes para com a prosperidade mundial, com a criação de postos de trabalho e com diversidade de ideias para países que precisam de novidades.
De acordo com Peter Drucker, autor do livro Inovação e Espírito Empreendedor (1987), esse perfil de pessoas sempre inova e a renovação constitui-se em instrumento especifico desse espírito, que tem a nova capacidade de criar riquezas. E existe algo mais ligado à reinvenção que a emigração?
Os pontos fortes em se abrir o próprio negócio são óbvios para qualquer um: geração de renda, de emprego para o indivíduo e para o meio onde vive, além da realização pessoal. Os pontos sensíveis estariam em detalhes como visão enviesada do mercado, enxergado com olhos da antiga cultura; no desconhecimento da língua, na falta de apoio e aconselhamento técnico e na reduzida rede de contatos. Dessa forma, vale a pena o preparo, porque há um enorme mercado esperando por novas ideias.
Visão cultural ampliada
Desconhecimento do mercado e visão enviesada da realidade cultural do país de acolhida devem ser evitados a todo custo. A treinadora intercultural e especialista em recolocação executiva internacional Anne Claude Lambelet explica que esse é um ponto suscetível importante, principalmente no caso de pessoas de outras nações. De acordo com Lambelet, muitos imigrantes avaliam o país de acolhida sob a ótica que trazem de suas nações. A consultora tem experiência de mais de 25 anos em ajudar estrangeiros a buscar emprego ou montar negócio, tem sua própria empresa da ACL consultoriaLink externo e é presidente da Sociedade para Educação, Treinamento e Pesquisa Intercultural – SIETAR/Suíça, sigla em inglês para Society for Intercultural Education, Training and Research.
A consultora conta a experiência de uma cliente, que queria importar dos Estados Unidos para Genebra lâmpadas e decoração de natal que ela achava que não havia na Suíça. "Tentei convencê-la de que apesar de funcionar maravilhosamente na América, isso não iria vingar aqui. As pessoas iriam reclamar dos custos da decoração, repassados aos cidadãos em forma de imposto. A proposta não era ecológica, já que usava muita energia elétrica, um recurso limitado. Além disso, a cidade compraria uma vez, mas não renovaria a decoração anualmente, já que o consumismo não é um fator preponderante na Suíça", explica Anne-Claude, ao falar da perspectiva baseada somente na cultura de origem e a necessidade de ter o olhar de peixe, que é a capacidade de ver em 360 graus, sob todos os ângulos.
Dessa maneira, a especialista aconselha: contrate um coach, um especialista que possa guiar e ajudar na tomada de importantes decisões, faça um estudo detalhado do mercado, uma investigação dos concorrentes, dos hábitos de consumo, das oportunidades reais de nicho e, sobretudo, um plano de negócios, o conhecido "business plan". 
Quando o dinheiro é curto mas o projeto interessante
Apoio técnico e aconselhamento custam caro. Mas não é por isso que o estrangeiro precisa desistir. Se a ideia é boa e viável, existem organizações sem fins lucrativos que têm como objetivo a inserção de pessoas com experiência de imigração e asilo, com visto de trabalho no mercado suíço. A Capacity Zurich, localizada em Zurique, é um exemplo e foca nesse público específico. Com o slogan "Apoiando o potencial humano", a organização auxilia estrangeiros que queiram começar um negócio ou estabelecer uma iniciativa cultural e social no país.
Oportunidade - Com o apoio de parceiros como UBS, Cantão de Zurique e Impact HUB, a Capacity Zurich abre as inscrições para o segundo ano do programa de mentoring, que vai de maio a novembro de 2017. Durante esse período, um time de especialistas irá guiar os futuros empresários, seja em encontros individualizados ou sessões de trabalho regulares. Além disso, esses imigrantes terão a oportunidade de participar de workshops conduzidos por especialistas de companhias suíças e eventos para expandir redes de contato.
A Capacity Zurich ofereceu atendimento a 11 imigrantes no ano de 2016. Desse total, três conseguiram abrir suas empresas. A história de sucesso da Organização, no entanto, não deve ser medida somente pelo êxito financeiro dos participantes. De acordo com a idealizadora da Organização, a britânica Emily Adams, muitas pessoas disseram que só o fato de terem ganhado a experiência e conhecimento com o programa já foi uma vitória considerável em suas vidas.
A ideia de iniciar o programa surgiu, há quase dois anos, após conversar com uma amiga psiquiatra que trabalha com imigrantes vítimas de tortura e guerra. Além disso, Emily, que é bióloga e tem doutorado em Geografia Humana, também carregava a frustração de saber que seu diploma e profissão não eram aceitos na Suíça.
"Se quisermos viver uma sociedade aberta a novas coisas, onde cada indivíduo possa alcançar seu potencial, e onde a diversidade seja vista como uma força, é preciso apoiarmos o encontro entre pessoas de diversas origens. O mais interessante no Capacity Zurich é que os suíços participam desse processo como treinadores", explica a fundadora. O objetivo da Organização é apoiar pessoas como refugiados e migrantes para que desenvolvam novos modelos de cooperação e interação, para que alcancem seu pleno potencial na sociedade suíça.
Artigo do blog "Suíça de portas abertas"Link externo da jornalista Liliana Tinoco Baeckert.
SWI swissinfo.ch
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* Artigo do blog "S

Mais de 3 mil imigrantes salvos em 48 horas


Mais de 3 mil imigrantes foram salvos nas últimas 48 horas no Canal da Sicília, franja de mar que liga o norte de África a Itália, confirmaram fontes da guarda costeira que coordena os resgates naquela zona do Mediterrâneo.

Segundo indicaram as mesmas fontes à agência noticiosa espanhola Efe esta segunda-feira, prevê-se que o número venha a aumentar, atendendo a que durante a madrugada e manhã estavam a ser realizados mais resgates.

Nas operações do fim de semana, num total de 24, participaram tanto unidades da guarda costeira italiana, como da missão europeia Eunavformed e barcos de organizações não-governamentais.

O barco Dattilo da guarda costeira resgatou 1.477 pessoas, as quais vão desembarcar nas próximas horas no porto de Augusta, na Sicília.

Durante a madrugada de domingo, o barco Aquarius da Sos Mediterranee e da Médicos Sem Fronteiras resgatou 946 pessoas, que estavam à deriva em sete lanchas pneumáticas e em dois botes, as quais devem chegar durante a manhã ao porto de Catânia.

Desde o início do ano, foram resgatados 15.852 imigrantes - mais 67% do que em igual período do ano passado, segundo dados do Ministério do Interior.

A emergência da imigração não cessa e o Governo italiano calcula que, ao longo deste ano, cheguem a Itália 250.000 imigrantes, ou seja, mais 70 mil do que em 2016.


S//Mundo

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sábado, 18 de março de 2017

Destacan a Uruguay como modelo por su política de libre movilidad para migrantes sudamericanos

La Organización Internacional para las Migraciones destaca a Uruguay como un país “modelo por su política definida de libre movilidad para los migrantes sudamericanos, en el marco de un enfoque de respeto y promoción de los derechos humanos de los migrantes”.

La Organización Internacional para las Migraciones (OIM) realiza un estudio, a solicitud de los países miembros del Foro Especializado Migratorio del MERCOSUR, sobre el impacto del Acuerdo de Residencia en el acceso a derechos por parte de los migrantes intrarregionales sudamericanos.
En tal sentido y en el marco del referido estudio, la OIM destaca como una “buena práctica migratoria en América del Sur, la política migratoria de Uruguay”.
Algunos de los principales motivos por el cual la OIM considera la política migratoria de Uruguay como un ejemplo en la región lo constituye: “la aprobación e implementación de la Ley 19.254, la cual posibilita a las personas de la región sudamericana y a familiares de uruguayos extranjeros obtener su residencia permanente”.
También se hace especial mención a la “creación y funcionamiento de la Junta Nacional de Migración, constituida por organismos públicos de relevancia en materia migratoria y que trabaja en relación con la sociedad civil”.
Las conclusiones iniciales del estudio que se encuentra en una fase avanzada de realización, destacan al Uruguay como un país “modelo por su política definida de libre movilidad para los migrantes sudamericanos, en el marco de un enfoque de respeto y promoción de los derechos humanos de los migrantes”.
La concesión de la residencia permanente a los ciudadanos del MERCOSUR que soliciten vivir en Uruguay, “coloca al país a la vanguardia de las políticas migratorias en la región”, se indica en el estudio que fue comunicado por carta al canciller Rodolfo Nin Novoa, por parte del director regional de la OIM para América del Sur, Diego Beltrand.

Combate de la discriminación, la xenofobia y el racismo

En tal sentido, Beltrand indica en su misiva que tales conclusiones serán presentadas en abril próximo en el marco de las reuniones de los espacios migratorios del MERCOSUR, que se desarrollarán bajo la presidencia pro témpore de Argentina.
El informe está siendo realizado con la participación de académicos de distintos países de la región y por técnicos especializados de la OIM y considera que los elementos destacados son parte de una “política migratoria integral, que contiene elementos importantes para compartir con los otros países de la región, que también registran avances importantes en la actualización y desarrollo de sus legislaciones y políticas migratorias que pueden aprender de los avances del Uruguay en esta materia”.
“Quisiera aprovechar para felicitar al ministro de Relaciones Exteriores, Rodolfo Nin Novoa, por la consideración positiva que el Estado uruguayo hace de la migración como un factor histórico de desarrollo de los países de recepción y por la contribución que sus políticas hacen al combate de la discriminación, la xenofobia y el racismo”, indica Beltrand.
Asegura, asimismo, que tales elementos aunados a los anteriores serán temas de “fundamental importancia en las discusiones globales que los países sostendrán, facilitadas por la OIM y por el secretario de la Naciones Unidas, para la aprobación en 2018 de un Pacto global sobre migración segura, regular y ordenada”.

Síria: seis anos de dor

Foto AFP
São milhões de pessoas que vivem sob o terror de bombas, de violências, de perseguições. Mas temos também outros milhões que fugiram desse “inferno de horror” e vivem em campos de refugiados, onde o olhar para o futuro, neste momento, não existe. Existe somente dor, sofrimento, fome, tristeza, morte. Os refugiados tiveram que se reinventar para poderem sobreviver. Também os que permaneceram na Síria tiveram que inventar um novo modo para viver.
Neste drama no drama, consumam suas vidas as crianças, vítimas inocentes de ações insensatas dos adultos. São elas, junto com as mulheres e os idosos a pagarem o preço mais alto.
O trabalho infantil e a prostituição se tornaram para muitos os meios de sobrevivência denunciou nesta semana a ONG internacional Ação contra a Fome (AAH). “A maioria dos deslocados e refugiados já esgotaram seus mecanismos imediatos de adaptação” e criaram recursos extremos de sobrevivência.
O desespero fez com que as vítimas do conflito sírio não tivessem outra saída a não ser o trabalho infantil, a exploração no trabalho, o casamento precoce e a prostituição.
É inaceitável que as criança paguem o preço mais alto. Algumas delas não conhecem outra realidade a não ser a guerra. Outras nasceram debaixo de bombardeios e sofrem pressões psicológicas enormes. Raramente, aparece um sorriso em seus rostos. O sofrimento se manifesta em seus olhos espantados. Acordam com os sons de explosões, de bombas e mísseis.
A Síria continua sendo "um desafio humanitário", já que cerca de cinco milhões de pessoas estão em zonas fora do alcance de ajudas humanitárias. O país árabe precisa de ajuda para 13,5 milhões de pessoas, sendo quase metade crianças, e de maneira "urgente" para 5,6 milhões, com o objetivo de "suprir suas necessidades básicas", e isso só "dentro da Síria".
Durante a guerra "os atores e as zonas do conflito evoluíram, mas o sofrimento da população continua".
O Observador Permanente da Santa Sé na ONU, em Genebra, na Suíça, Dom Ivan Jurkovič, falando durante a 34ª sessão do Conselho das Nações Unidas para os Direitos Humanos fez um forte apelo de paz pela Síria. O arcebispo falou de uma “situação desastrosa”: Seis anos de violência provocaram milhares de mortos e feridos. Destruíram infraestruturas, casas, escolas, hospitais e lugares de culto. Cidades inteiras foram devastadas. Desnutrição e assistência médica inadequada. “Esta é a realidade triste que o povo sírio enfrenta a cada dia”. 
A Santa Sé reitera a sua solidariedade ao povo sírio, sobretudo para com as vítimas da violência, e encoraja a comunidade internacional a abraçar a perspectiva das vítimas. Seis anos de massacre inútil mostram mais uma vez a ilusão e a futilidade da guerra como meio para resolver as controvérsias.
A ambição pelo poder político, os interesses egoístas e a cumplicidade dos que fomentam a violência e o ódio, com a venda de armas, provocaram um êxodo de milhões de pessoas da Síria desde 2011, deixando para outros milhões de pessoas.
O diálogo em todos os níveis é o único caminho que temos. Pequenos passos nesta direção foram dados recentemente, mas recordamos com veemência que a situação da Síria não pode ser resolvida com uma solução militar. Não se deve ceder à lógica da violência, pois a violência gera somente violência.
Durante a Santa Missa na Capela da Casa Santa Marta na última quinta-feira, o Papa Francisco falando sobre a estrada do pecado que leva à corrupção,  - recordando a passagem do rico e do pobre -, reiterou a necessidade de percebermos quando estamos no caminho “escorregadio do pecado rumo à corrupção”. E fez perguntas: “O que eu sinto”, quando vejo na televisão “que caiu uma bomba lá, sobre um hospital e morreram muitas crianças”, “coitadinhas!”, disse. Então, faço uma oração e depois continuo vivendo como se nada tivesse acontecido? Entra em meu coração isso” ou “sou como aquele rico, em que o drama de Lázaro, do qual os cães sentiam mais piedade, não entrou em seu coração? Se fosse assim estaria no caminho do pecado para a corrupção”.
O sofrimento injusto das vítimas inocentes desse massacre na Síria sem sentido deve motivar todas as partes envolvidas a se comprometerem com o diálogo sério e a trabalhar pelo futuro de paz e justiça. Brota da Santa Sé um novo apelo para que a paz, o perdão e a reconciliação possam triunfar sobre a violência e o ressentimento. 
(Silvonei José)
Radio Vaticano
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sexta-feira, 17 de março de 2017

La migración a Europa aumentó un 46 % en febrero

La migración a Europa aumentó un 46 % en febrero. El mundo. La Nueva. Bahía Blanca
Foto: Reuters
   Casi 11.000 inmigrantes entraron a Europa en febrero pasado a través de las tres rutas principales, lo que supone 46 % más de llegadas con respecto a enero pero una disminución de menos de una décima parte en relación con febrero del año pasado, informó hoy la Agencia Europea de Fronteras (Frontex).
   El flujo mensual aumentó sobre todo en las costas italianas, donde llegaron alrededor de 9.000 inmigrantes, más del doble que en enero, provenientes en su mayoría de Guinea y Bangladesh.
   Más allá del invierno europeo y las malas condiciones climáticas en el Mediterráneo, Frontex registró 13.440 llegadas en Italia durante el primer bimestre.
   En tanto, la Unión Europea (UE) afirmó en un documento divulgado hoy que los millones de inmigrantes que viven en el continente no son responsables de las crisis de los países miembros, sino una parte esencial y positiva de una sociedad en la que siguen encontrando barreras para integrarse.
   "El impacto de múltiples ataques terroristas, la incertidumbre sobre la creciente diversidad cultural y religiosa así como las preocupaciones sobre las perspectivas económicas, especialmente para los jóvenes, facilitan un terreno fértil para narrativas tóxicas de miedo y odio", explicó Michael O'Flaherty, director de la Agencia de Derechos Fundamentales de la UE (FRA, en inglés) a la agencia de noticias EFE.
   El experto irlandés advirtió que si esas narrativas no son combatidas pueden alimentar discursos xenófobos que convierten a los inmigrantes en "chivos expiatorios".
   Entre 2015 y 2016 el número de ciudadanos extracomunitarios residentes en la UE pasó de 19,8 a 20,8 millones, lo que representa 4,1% de la población total, según datos de la FRA. 
 (Télam)
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Scalabrinianas ampliam serviço de acolhida a imigrantes, na Itália


                  Bispo de Lucca, padres, menores e educadores acolhem as Irmãs na Casa Villaggio del Fanciullo



ROSINHA MARTINS
DE LUCCA - ITÁLIA
O grande fluxo de migração, especifica da África subsaariana e da albânia rumo à Itália nos últimos dez anos, levou Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo-Scalabrinianas a abrir uma nova missão, desta vez, na Toscana, atendendo ao apelo do Bispo da Diocese de Lucca, dom Ítalo Castellani. A nova comunidade missionária estará a serviço, especificamente dos menores estrangeiros não acompanhados, mas também, de meninos italianos necessitados de cuidados.
A Igreja de Lucca, que conta, também, com a ajuda do Estado, tem investido em imóveis, alimentação e pessoas voluntárias para atender, da melhor maneira possível, estes imigrantes que fogem da guerra, de situações de pobreza ou de perseguição religiosa em seus países.
Mas, segundo dom Ítalo, “falta a presença feminina, aquela da religiosa consagrada, com um carisma específico de ajuda aos imigrantes, que possa acolher, ouvir e estar de maneira permanente junto a estes estrangeiros”, especificamente menores.
E foi durante a preparação para a beatificação da bem-aventurada Assunta Marchetti que dom Ítalo se sentiu inspirado a convidar as Scalabrinianas a abrir uma missão em Lucca, a qual teve início na tarde desta quarta, 15. A abertura oficial da missão acontecerá na próxima semana.
Elena Baroni, natural de Lucca, é educadora, voluntária da Casa Villaggio di Fanciullo desde 1992. Começou a trabalhar ainda como adolescente e hoje é casada com um marroquino que também se dedica à educação dos menores.
“A chegada das Irmãs para nós, é muito importante, porque o Villaggio esteve sempre ligado a obra da Igreja com os dois sacerdotes, padre Diomede, que está muito idoso e padre Enzo, que faleceu no ano passado. Nós temos necessidade de uma presença cotidiana que seja útil na educação dos meninos, seja como suporte espiritual. Por isso as esperamos com muita alegria”, afirma.
“Temos falado tanto sobre o futuro do Villaggio, uma vez que os nossos padres que aqui atuam há muitos anos, são já idosos. Trabalho como vice-diretor, a pedido do bispo, mas assumo também uma paróquia muito grande”, conta o padre Leonardo Della Nina.
Della Nina acrescentou que, pela primeira vez, o Villaggio terá a presença de religiosas, diferentemente da casa GVAI (Grupo Voluntários Acolhida aos Imigrantes), que contou com a presença de religiosas por um bom tempo.  “Pensamos que seria maravilhoso se tivéssemos aqui uma Irmã que constitua, junto a nós, a alma desta casa. Para os meninos, como também para todos os que aqui trabalham, poderá ser uma presença materna”.
As Irmãs que assumem essa nova missão fazem parte da Província São José- Itália. A superiora provincial, Irmã Milva Caro falou sobre a importância deste novo trabalho. “Responder sim ao chamado do Bispo de Lucca é confiar na providência de Deus que nos chama a esta terra onde nasceu as nossas primeiras Irmãs. Para nós, é uma resposta ao nosso carisma e é com grande fé e esperança que iniciamos esta missão”.
Irmã Milva acrescenta que o trabalho teve início com duas Irmãs, mas a comunidade comporta quatro missionárias. “As portas estão abertas e tem trabalho”.
O presidente da fundação Villaggio di Fanciullo, Alessandro Melossi, confirma a necessidade de uma presença mais constante na casa e de maneira específica, aquela da presença feminina consagrada. “Estamos muito felizes com a vinda das Irmãs Scalabrinianas porque elas poderão trazer o carisma, a feminilidade e o amor que é uma coisa belíssima”.
Mellossi se demonstra agradecido ao bispo que teve a ideia de convidar as Scalabrinianas. “Conhecemos Irmã Adriana, que atuará no Villaggio, e tivemos uma grandíssima impressão e estima e estamos seguros que poderá corrigir aqueles pequenos defeitos tivemos pela falta, por alguns anos, de uma pessoa que esteja aqui e que seja testemunho”.


Congregaçao MSCS

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quinta-feira, 16 de março de 2017

Africanos são os que mais arriscam a vida na travessia

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) revelou esta semana que 19,6 mil migrantes e refugiados entraram na Europa pelo mar entre 1 de Janeiro e 8 de Março e que durante a travessia no Mediterrâneo, mais de 520 pessoas morreram.
Fotografia: Alberto Pizzoli | AFP

Mais de 80 por cento chegaram à Itália e os restantes à Espanha e  Grécia, refere o Organização Internacional para as Migrações, que chama a atenção para o grande número de africanos que fez a perigosa travessia pelo mar, com os barcos a partir da Líbia.

Segundo a Organização Internacional para as Migrações, mais de 2 mil civis da Guiné Conacri conseguiram chegar à Itália em Janeiro e Fevereiro. Outro  país de origem dos migrantes é a Nigéria, com 1,6 mil civis que atravessaram o Mediterrâneo com sucesso.
A Itália recebeu  o mesmo número de migrantes marfinenses, além de milhares de gambianos e senegaleses e centenas de malianos e camaroneses.

Ao mesmo tempo  que cresceu a chegada de migrantes de países da África Ocidental, chama a  Organização Internacional para as Migrações refere  o total de pessoas que saíram de Bangladesh a caminho da Europa, mais de 1,3 mil migrantes, a maioria homens. Alguns dos migrantes contaram à Organização Internacional para as Migrações que a travessia de barco a partir da Líbia foi organizada por "agências" que cobraram entre 3 mil a 4 mil dólares por um visto de trabalho.

Do Bangladesh, os migrantes primeiro foram para o Dubai e depois para a Turquia, até chegar à Líbia de avião. Lá, um “funcionário” da suposta agência tomou os documentos dos civis. A maioria viveu na Líbia por mais de um ano, até cruzarem o Mediterrâneo e chegarem à Itália.

A Organização Internacional para as Migrações está a receber relatos de violência contra os migrantes na costa da Líbia. 

Pelo menos 22 teriam sido assassinados por grupos rivais de contrabandistas. A agência disse estar a tentar ouvir testemunhos de sobreviventes para verificar detalhes da história.

Jornal de Angola

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